quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Em um momento qualquer






no final/
da tarde de hoje/
fiquei por um tempo
deitado no chão,
olhar fixo,
perdido,
mirando reto/
o teto,
cinza,
áspero e esburacado;
mas não era o teto
o que eu via
mas sim teu rosto/
lá colado,
liso, cabelo preto/
e olhos escuros,
sorrindo...
eu sonhava acordado
num final de tarde
qualquer/
pensando em o que
dizer/
e pensando
se deveria te escrever;
se deveria despertar
o que não consigo dormir.

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